Já faz algum tempo que, para os mais atentos, se fala de crianças especiais, e por mais designações que se lhe encontre apenas temos uma certeza, é que de facto elas são diferentes, tanto que isso é verdade que são muitas as vezes que se ouve dizer: “no meu tempo "eu" não era assim”.Esse “ser” diferente que inicialmente se tentava controlar e atenuar por meio de diversos métodos e era catalogado como anormal, começa pouco a pouco mas cada vez com mais convicção a considerar-se sob outra perspectiva. Novos casos são revelados todos os dias e já não há como ignorar a mudança, essa inversão deve-se não só a mediatização do assunto mas também à proliferação do mesmo.
Não há como fazer de conta, os resultados e as evidências falam por si. E os pais, que antes se sentiam isolados e sem acesso a informação, agora já não temem essa diferença embora por vezes ainda não a consigam entender plenamente, e são os próprios filhos que acabam por fazê-los reflectir sobre as essas suas diferenças nas coisas mais simples. Quantas são as vezes que o seu filho lhe pergunta: Porquê? Esta ou aquela imposição, e você simplesmente não tem argumento para lhe responder, e quando dá por si a pensar …. De facto, porquê…?
O que terá acontecido? …
Nos não esquecemos de “ser” criança, apenas fomos de tal modo condicionados e submetidos a determinados padrões que nos incutiram como verdadeiros, que de certa forma acabámos automatizados… e o que é natural é que acaba por ser rotulado de anormal, por não ser convencional ou enquadrado ou ainda usualmente preconcebido por atitudes massificadas….
Então, como integrar essas crianças na nossa vida?
Numa primeira instância com revolta e insatisfação, com dificuldade em aceitar sistemas rígidos e imposições, essa atitude abana todo o conceito pedagógico e educativo, então a primeira manifestação tem o intuito de estremecer tudo o que até agora se conseguia definir por conceitos completamente definidos… e implica que se ponha em causa o que existia como verdadeiro, em relação a comportamentos infantis. Digamos, que mais uma vez se tentou racionalizar e em vez de ajudar essas crianças acabamos por as dividir ainda mais.
Mas este é apenas um dos cenários, que dentro desta corrente se foi criando e alastrando de forma ruidosa, com as crianças que mexem com todo o ser humano de uma forma mais ou menos directa.
Será de todo impossível deter esta mudança. E com a ajuda de seres mais sensíveis é possível desbravar caminho, e pouco a pouco estabelecer conexões e com a ajuda de adultos sensíveis perceber que acima de tudo estas crianças têm sim uma mensagem, a mudança!
Namasté
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